terça-feira, 25 de setembro de 2012

direita e esquerda

Marcos Nobre, Professor de Filosofia da UNICAMP e Luis Felipe Pondé, Professor de Filosofia da PUC/SP debateram o assunto da direito e da esquerda, no âmbito político, com a mediação do jornalista Otavio Frias Filho.
Para aqueles que quiserem assistir um inteligente debate entre dois filósofos representando cada um dos lados, o debate é um prato cheio.
O link do debate é o seguinte: http://blogdoims.uol.com.br/ims/esquerda-direita-e-outras-vias-%E2%80%93-marcos-nobre-e-luiz-felipe-ponde/
Recomendo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Filosofia do Direito: David Ingram

Após o término da leitura do livro Justiça de Michael Sandel, iniciaremos o estudo do livro acima: Filosofia do Direito: conceitos-chave em filosofia, de autoria de David Ingram, Professor de Filosofia na Loyola University, Chicago.
Mais informações a respeito do autor, retiradas do site da Loyola University:
 "Ingram's areas of specialization are social and political philosophy, philosophy of law, philosophy of social science, critical race theory, and contemporary German and French philosophy. His publications include Habermas and the Dialectic of Reason (1987), Critical Theory and Philosophy (1990), a companion anthology Critical Theory: The Essential Readings (1991), Reason, History, and Politics (1995), Group Rights: Reconciling Equality and Difference (2000), an anthology The Political: Readings in Continental Philosophy (2001), The Complete Idiot's Guide to Ethics, co-author Jennifer Parks (2002), and Rights, Democracy, and Fulfillment in the Era of Identity Politics: Principled Compromises in a Compromised World (2004), Habermas and the Dialectic of Reason (Yale University, 1987), Habermas: Introduction and Analysis (Cornell University, 2010), Rights, Democracy, and Fulfillment in the Era of Identity Politics: Principled Compromises in a Compromised World (Rowman and Littlefield, 2004), Law: Key Concepts in Philosophy (Continuum, 2006),(editor) Politics and the Human Sciences (1920-1968): Volume Five of the History of Continental Philosophy (Acumen, 2010), as well as numerous scholarly articles".
O enderço de sua página pessoal é: http://orion.it.luc.edu/~dingram/index.htm
Abaixo, uma foto do simpático filósofo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ética nas Relações Jurisdicionais


Nos dias 27, 28 e 29 de agosto a Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) e a Associação dos
Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul promoverão o evento sobre Ética nas Relações Jurisdicionais.
Abaixo a programação:
27.08
Palestra:
19h António de Castro Caeiro, Professor Doutor da Faculdade de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa – “Justiça: virtude dos tolos?”
Debatedores: Peter de Paula Pires, Juiz Federal, Márcia Hoffman do Amaral e Silva, Juíza Federal, Doutoranda em Filosofia (FFLCH).
Presidente da Mesa: Ignácio Maria Poveda Velasco, Professor Titular (FD), Diretor da FDRP.  

28.08
Aulas com professores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto:
14h Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho, Professor Associado (FDRP)
O que é ser sensato? Ética, Direito e Judiciário”.
15h30 Cristina Godoy Bernardo de Oliveira, Professora Doutora (FDRP)
Ética e Judiciário em uma perspectiva hegeliana”.
17h Jonathan Hernandes Marcantonio, Professor Doutor (FDRP)
Razão, convencimento e seus limites”.
Palestra:
19h. – Mônica Herman Salem Calegiano, Professora Associada (FD) - “Emergência do Poder Judiciário como contrapoder”.
Debatedores: Paulo Ricardo Arena, Juiz Federal, Nelson de Freitas Porfírio Júnior, Juiz Federal, Professor Doutor (Mackenzie/Campinas).
Presidente da Mesa: Ricardo Geraldo Rezende, Juiz Federal, Presidente da AJUFESP  

29.08
Aulas com professores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto e Juízes Federais:
14:00 às 15:15 h. – Márcio Henrique Pereira Ponzilacqua, Professor Doutor (FDRP)
Intersubjetividade, Consenso ético e direito nas sociedades pluralistas”.
15:30 às 16:45 h. – Marcelo Souza Aguiar, Juiz Federal, Professor Doutor (PUC-SP)
Direito positivo, Ciência e Sistema Capitalista”.’
17:00 às 18:15 h. – Caio Moysés de Lima, Juiz Federal, Mestre em Filosofia (FFLCH)
Qual o dever do juiz?”
Palestra:
19:00 h. – Andityas Soares de Moura Costa Matos, Professor Doutor (UFMG)
Diálogos entre Hans Kelsen e Carl Schmitt: Elementos para uma ética da decisão jurídica”.
Debatedores: Márcio Satalino Mesquita, Juiz Federal, Mestre em Educação (UFSCAR). David Diniz Dantas, Juiz Federal, Professor Doutor (FDRP). Rubens Beçak, Professor Doutor (FDRP).
Presidente da Mesa: José Marcos Lunardelli, Desembargador Federal, Doutor em Direito (FD).

Inscrições pelo site da FDRP: www.direitorp.usp.br

sábado, 23 de junho de 2012

confraternização do grupo



Esta foto foi tirada na noite (chuvosa) do dia 21 de junho de 2112, uma quinta-feira.
É um registro de uma de nossas confraternizações.
Um dos objetivos desses encontros é, certamente, o de fortalecer laços de amizade.
A amizade, segundo Aristóteles, é uma virtude (ou está ligada a ela). É o que há de mais necessário à vida, já que os bens que a vida oferece, como riqueza, poder, etc., não podem ser conservados nem usados sem os amigos.
De qualquer forma, fica aí o registro de uma noite agradável entre amigos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Justiça: o que é fazer a coisa certa

Atualmente o grupo está lendo o livro Justiça: o que é fazer a coisa certa, de autoria de Michael J. Sandel, professor de Harvard. Questões de filosofia política entrelaçadas com problemas éticos e morais do cotidiano em linguagem clara e acessível são alguns dos ingredientes do bem sucedido livro.



Sobre a cultura da internet, Sandel afirmou em uma entrevista:
"A cultura da internet e da rede social são uma bênção e uma praga da vida pública. Por um lado, as redes sociais se tornaram ferramentas valiosas para movimentos sociais e organização política. A Primavera Árabe, naturalmente, é um bom exemplo disso. Ao mesmo tempo, várias características da cultura da internet vão contra a cultura democrática. O que faz falta, hoje, é o hábito de nos engajarmos em argumentos morais razoáveis sem apelar para o insulto e a falta de civilidade. Precisamos desenvolver uma cultura pública e cívica em que as pessoas possam expressar suas convicções mais profundas e, ao mesmo tempo, aprender a ouvir os outros que não pensam como nós. Na maioria dos casos, a internet não promove esta discussão civilizada. O anonimato é parte do problema. Mas culpo também a velocidade e a falta de trocas contínuas que sustentem reflexão. Então, as ferramentas da internet, como blogs e redes sociais, precisam ser complementadas com formas de engajamento comunitário não virtuais. Eu acredito que a internet possa ser um instrumento de educaçãocívica e discurso moral, mas só se criarmos instituições e modelos de comunidade que vão além, que criarem a responsabilidade exigida pela vida cívica".

Sim, esse aí da foto abaixo é o Michael J. Sandel.




The Paris Review

The Paris Review é uma revista literária fundada em 1953 por Harold L. Humes, Peter Matthiessen e George Plimpton. Além de muitas outras coisas interessantes, a revista se destaca por suas memoráveis entrevistas. Já passaram por essas entrevistas autores do porte de Paul Auster, Julian Barnes, Umberto Eco, Norman Mailer, Ian McEwan, Kenzaburo Oe, Martin Amis, Italo Calvino, Primo Levi, Mario Vargas Llosa, Amos Oz, Octavio Paz, Carlos Fuentes, Gabriel Garcia Marquez, Milan Kundera, Doris Lessing, Philip Roth, Pablo Neruda, Joyce Carol Oates, John Steinbeck, Saul Bellow, Jorge Luis Borges, Simone de Beauvoir, Henry Miller, Vladimir Nabokov, Truman Capote, T.S. Eliot, Ernest Hemingway e muitos, muitos outros grandes escritores!
Essas entrevistas e outras matérias interessantes encontram-se no endereço eletrônico indicado por este blog (ver links interessantes).
Recomendadíssimo!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Morre, aos 62 anos, o escritor Christopher Hitchens

Mais conhecido por sua obra ateísta God is Not Great, Christopher Hitchens foi um jornalista e escritor que se destacou por seus escritos extremamente críticos. Ex-comunista, colaborador de vários meios de comunicação, como a Vanity Fair, da mesma forma como realizava críticas ferozes e mordazes contra personalidades tão diversas como Clinton, Kissinger, Madre Tereza, Saddam Hussein, Michael Moore, Kim Jong II, Sarah Palin e Príncipe Charles, escrevia inteligentes e elogiosos ensaios sobre Thomas Paine, Jefferson e George Orwell.
Como seus amigos Martin Amis, Ian McEwan e Salman Rushdie, escrevia com enorme talento literário.
Após saberem da doença de Hitcthens (câncer no esôfago), alguns inimigos religiosos chegaram a insinuar que a doença seria uma manifestação divina pelo que escreveu em seu famoso livro, uma espécie de "retribuição". Sobre isso, Hitchens escreveu o seguinte: "The vengeful deity has a sadly depleted arsenal if all he can think of is exactly the cancer that my age and former ‘lifestyle’ would suggest that I got. Why cancer at all? Almost all men get cancer of the prostate if they live long enough: it’s an undignified thing but quite evenly distributed among saints and sinners, believers and unbelievers. If you maintain that god awards the appropriate cancers, you must also account for the numbers of infants who contract leukemia. Devout persons have died young and in pain. Bertrand Russell and Voltaire, by contrast, remained spry until the end, as many psychopathic criminals and tyrants have also done. These visitations, then, seem awfully random. While my so far uncancerous throat, let me rush to assure my Christian correspondent above, is not at all the only organ with which I have blasphemed … And even if my voice goes before I do, I shall continue to write polemics against religious delusions, at least until it’s hello darkness my old friend. In which case, why not cancer of the brain? As a terrified, half-aware imbecile, I might even scream for a priest at the close of business, though I hereby state while I am still lucid that the entity thus humiliating itself would not in fact be “me.” (Bear this in mind, in case of any later rumors or fabrications.)”
Perguntado se havia arrependimento em sua vida regada a festas, jantares, bebidas alcoólicas e cigarros, respondeu: "Writing is what’s important to me, and anything that helps me do that — or enhances and prolongs and deepens and sometimes intensifies argument and conversation — is worth it to me.” E que era “impossible for me to imagine having my life without going to those parties, without having those late nights, without that second bottle".
A respeito da morte de Christopher Hitchens, um dos mais talentosos escritores de nosso tempo, acompanhamos as palavras de Salman Rushdie: "Goodbye, my beloved friend. A great voice falls silent. A great heart stops."

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

John Finnis

John Finnis, professor da Oxford University e da University of Notre Dame, é reconhecido como o mais brilhante defensor da filosofia do direito natural na atualidade. Sua grande obra Natural Law and Natural Rights, aqui traduzida como Lei Natural e Direitos Naturais, é um verdadeiro marco na história da filosofia do direito.

John Rawls

John Rawls, que foi professor na Universidade de Harvard, publicou, no ano de 1971, um dos mais importantes livros de Filosofia Política de todos os tempos: Uma Teoria da Justiça (A Theory of Justice).
Além desse clássico, escreveu Liberalismo Político (Political Liberalism), O Direito dos Povos (The Law of Peoples), História da Filosofia Moral (Lectures on The History of Moral Philosophy) e Justiça como Equidade: uma reformulação (Justice as Fairness: a restatement).



As ideias de Rawls inserem-se na tradição do contrato social de Locke, Rousseau e Kant. Rawls pensa que se as pessoas tiverem de escolher os princípios de justiça sem saber como poderão ser por eles afetados, escolherão princípios justos. Imagina, assim, uma experiência mental em que todas as pessoas se encontram numa «posição original» sob um «véu de ignorância», isto é, em que desconhecem quais as suas aptidões, posição social, riqueza, religião e concepção de valor e de bem. Nesta situação, pensa Rawls, as pessoas chegarão por um contrato social hipotético àquilo a que chama justiça como equidade. Esta concepção de justiça é expressa por dois princípios, um que garante liberdades básicas iguais para todos – como as políticas, de expressão e reunião, de consciência e de pensamento, etc. –, e outro que estabelece que as desigualdades devem ser distribuídas de forma a beneficiarem todos e que devem decorrer de posições e funções a que todos tenham acesso. Este último princípio implica que a riqueza seja distribuída de modo a fazer com que os que estão em pior situação fiquem tão bem quanto possível. Uma sociedade justa será liberal, democrática e um sistema de mercado no qual se procede à distribuição da riqueza e em que pessoas com capacidades e motivações iguais têm possibilidades iguais de sucesso, independentemente da classe social em que tenham nascido

Fonte: Dicionário Escolar de Filosofia, Org. Aires Almeida, Plátano, 2003

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jules Coleman

Jules Coleman é um filósofo do direito pouco conhecido no Brasil, mas certamente é um dos mais importantes nomes da atualidade. Junto com Scott Shapiro, Brian Leiter, Andrei Marmor, Brian Bix e tantos outros, Coleman faz parte da elite norte-americana de filósofos do direito que continuam a tradição do positivismo jurídico inaugurada por H.L.A. Hart.
Ele é Wesley Newcomb Hohfeld Professor of Jurisprudence e Professor of Philosophy na Yale Law School.


É autor e organizador, dentre outras, das seguintes obras: Hart’s Postscript, The Practice of Principle, Market, Morals and The Law, Risks and Wrongs e Oxford Handbook of Jurisprudence and the Philosophy of Law (este último em parceria com Scott J. Shapiro).