terça-feira, 28 de setembro de 2010

A fenomenologia segundo Bunge



Mario Bunge, nascido na Argentina, mas atualmente professor na McGill University em Montreal, é um físico e filósofo da ciência defensor do realismo científico. Sobre a fenomenologia, consta o seguinte verbete em seu Dicionário de Filosofia: "A descrição não científica e a análise da experiência subjetiva, em particular o 'fluxo de consciência'. Especialmente, a doutrina subjetiva idealista de Husserl de que o processo consciente do olhar intro-dirigido é necessário e suficiente para desvendar a essência das coisas. Ele a identifica com a 'egologia' e seu discípulo mais brilhante, Heidegger, tornou-a o ponto de partida de seu enigmático meditar acerca do ser e do nada. Exemplo de prosa fenomenológica: 'Como ego primevo, eu constituo meu horizonte de outros transcedentais como co-sujeitos que estão dentro da intersubjetividade transcedental, os quais constituem o mundo' (Husserl)".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Deus e Nietzsche






Um pouco de quadrinhos...
Retirado do site Um Sábado Qualquer: http://www.umsabadoqualquer.com/
Há várias tirinhas inteligentes, criadas por Carlos Ruas.
Pelo que pude perceber, Deus é a personagem principal, acompanhado de outras várias personalidades (Darwin, Einstein, Freud, etc...).
Mas por razões óbvias "peguei" apenas algumas com o Nietzsche.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O relógio de Nietzsche



Para você que sempre desejou ter um relógio do Nietzsche, saiba que ele já está disponível pela bagatela de $35.95 dólares. Isso mesmo. Se não acredita vá ao seguinte endereço: http://www.unemployedphilosophersguild.com/index.lasso?page_mode=Product_Detail&item=0088.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Kiko+Nietzsche


Das muitas versões de Nietzsche que encontrei, essa é uma das melhores.
Dispensa comentários...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Justiça e Razão Prática em Aristóteles


A Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto (FDRP-USP) promoverá nos dias 30 e 31 de agosto de 2010, o Seminário Internacional JUSTIÇA E RAZÃO PRÁTICA EM ARISTÓTELES – Livros V e VI da Ética a Nicômaco, que é a principal obra de Aristóteles sobre Ética. Nela se expõe sua concepção teleológica de racionalidade prática, sua concepção da virtude como meio termo além de outros inúmeros tópicos em Ética que são até hoje objeto de intensos estudos e debates por parte da comunidade filosófica atual.O evento, que contará com especialistas estrangeiros e brasileiros, possibilitará a todos os participantes uma importante aproximação com a filosofia e a ética aristotélica.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Nietzsche nas férias de julho


" Uma convicção é a crença de estar, num ponto qualquer do conhecimento de posse da verdade absoluta.
Essa crença supõe, portanto, que há verdades absolutas; ao mesmo tempo que foram encontrados os métodos perfeitos para chegar a isso; finalmente, que todo o homem que tem convicções aplica esses métodos perfeitos.
Essas três condições mostram logo a seguir que o homem das convicções não é um homem do pensamento científico; ele está diante de nós na idade da inocência teórica, é uma criança, qualquer que seja o seu porte.
Mas séculos inteiros viveram nessas idéias pueris que jorraram as mais poderosas fontes de energia da humanidade. Esses homens inumeráveis que se sacrificavam por suas convicções acreditavam fazê-lo pela verdade absoluta".
Humano, demasiado humano.

sábado, 19 de junho de 2010

Pensar, pensar


Morre José Saramago, um dos últimos grandes escritores.

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma".

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

Massao Ohno e poesia


Transcrevo, abaixo, texto que encontrei no blog do poeta Álvaro Alves de Faria sobre a morte de Massao Ohno, o mais importante editor de livros de poesia no Brasil. Um dos melhores amigos de meu pai, que desde criança conheci:

"Soube da morte de Massao Ohno só no sábado à noite, quando abri o computador e vi as mensagens de Celso de Alencar e Eunice Arruda. Massao Ohno morreu. E os suplementos que se dizem culturais de São Paulo? Uma vergonha. Não dá para compreender essa mediocridade. Gente sem compromisso com p. nenhuma. Gente que gosta de enaltecer somente as mediocridades que reinam atualmente, especialmente na poesia. Essa corja que manda no jornalismo e nas universidades. É vergonhoso. Para essa gente, o Massao não existiu. Tomo a liberdade de dizer que tenho batido de frente com isso. Por isso fugi deste país e fui buscar a poesia onde ela ainda existe. Onde ainda existe gente séria. Os amigos estão morrendo, indo embora de um mundo feito de escombros e sem poesia nenhuma para celebrar. Com Massao vai mais um pedaço de mim. Mais um pedaço. Sou um homem feito de pedaços. Aos pedaços. Lembro-me agora, diante da notícia, dos anos 60, da Biblioteca Mário de Andrade, do início da ditadura. Os poetas na Galeria Metrópole. As primeiras guitarras elétricas. E Massao Ohno com uma prensa na rua Vergueiro. Uma prensa e uma porção de jovens poetas. Tínhamos todos vinte anos e muitos sonhos na cabeça, sonhos demais para sonhar. A Antologia dos Novíssimos, com a capa desenhada por João Suzuki, a primeira palavra de uma geração de poetas que mais tarde passaria a chamar-se Geração 60 de Poetas de São Paulo. Não sei se isso significa apenas um rótulo. Também não interessa. Mas lutei por ele. Escrevi “Geração 60 de Poetas de São Paulo” muitas centenas de vezes especialmente nos Diários Associados, porque eu entendia que existia, sim, uma geração de poetas jovens, cada um falando à sua maneira, cada um com um Fernando Pessoa e um Rilke dentro de si. O Sermão do Viaduto. Ah, o Sermão do Viaduto. E Massao, com sua prensa na rua Vergueiro, fazendo os livros de jovens poetas que tinham sonhos para sonhar e algumas palavras para dizer. Uma lua no bolso. E alguns poemas que foram perdidos para sempre. Depois os anos escuros. E depois as prisões. E depois as palavras sufocadas. E depois a angústia de ver o sol se apagar um pouco mais a cada dia que escorria do calendário. E depois as botas. E depois as mortes. E depois as celas. E depois o Dops. E depois a lágrima. E depois o grito de dor. E depois o sangue. Então eu vejo a notícia da morte de Massao. A última vez que o vi estava ouvindo música clássica. Fiquei com ele longo tempo, mas quase nada me disse. Depois fui embora. Depois encontrei Massao no lançamento do meu amigo Rubens Jardim. Quieto. Tímido. Lembrei de tantas coisas, amores, mulheres, amigos que já não existem mais, livros, leitura de poemas. Piva, Willer, Eduardo, Neide, Eunice, Carlos Felipe, Souliê, Otoniel, Beutenmuller, De Franceschi, Tolentino, Péricles, Bell, Luis Carlos. Décio Bar, Vogt. Beznos, João Ricardo, Mautner, Orides, Hilda, Paulini, Del Nero, Bicelli, Rodrigo, Ronald, Rubens Jardim, Rubens Torres, Sérgio Lima, muitos dos quais já se foram. Tínhamos todos vinte anos e muitos sonhos para sonhar. Depois a dor. Então foi para isso? Então foi para isso ? Então foi para isso? Então foi para isso? Então foi para isso? Então foi para isso? Às vezes a cela parece uma planície sem fim. Noutras, quase uma caixa de fósforo. Tínhamos todos vinte anos. Uma prensa na rua Vergueiro. Os sonhos também morreram. A poesia se tornou amarga. Dolorosa. Dolorida. Uma faca afiada que corta a veia da garganta, onde se guarda ainda o mesmo grito renascido na decepção e de uma amargura que não tem fim. Tínhamos todos vinte anos. Alguns guardam até hoje uma estrela no coração. A de Massao apagou no sábado de madrugada. Mas ainda brilha no céu".

quinta-feira, 27 de maio de 2010

FEARP/USP - Diálogos entre Contabilidade, Direito e Economia


Prosseguindo com as discussões sobre Economia e Direito (Law and Economics), a FEARP-USP realizará no dia 31 de maio de 2010, segunda-feira, debate que contará com a presença do Prof. THOMAS S. ULEN, Prof. Diretor do Programa de Law and Economics do Departamento de Direito da Universidade de Illinois, seguido de debates com importantes nomes da área do Direito e da Economia. Para mais informações, consultar o folder clicando na imagem.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Bobbio


Como estamos lendo Bobbio, alguns dados de sua biografia:

Nasceu em 18 de outubro de 1909. Conviveu com personalidades importantes do mundo da cultura italiana de seu tempo, como Leone Guinzburg, Cesare Pavese, Luigi Einaudi, Giulio Einaudi e Franco Venturi. Concluiu a faculdade em 1931 e a livre docência em filosofia do direito em 1934. Um ano antes esteve em Marburg, na Alemanha, e especializou-se em filosofia com uma tese sobre a fenomenologia de Husserl. Em 1935 é detido por sua oposição ao regime fascista. Em 1940 alcança a cátedra de filosofia do direito na Universidade de Pádua. Com intensa atividade política, filia-se ao partido da ação, grupo clandestino de resistência ao regime fascista. Em 1943 é preso pela polícia de Mussolini. Em 1948 transfere-se para a Universidade de Turim. Em 1962 passa a ministrar aulas de filosofia política, juntamente com aulas de filosofia do direito. Em 1972 transfere-se para a Faculdade de Ciências Políticas de Turim, onde ficou até se aposentar, em 1984 como professor emérito. Em seu período acadêmico escreveu inúmeras obras de filosofia do direito e de filosofia política, algumas delas verdadeiros clássicos. Em 1984 foi nomeado, pelo presidente, senador vitalício. Visitou o Brasil em duas oportunidades para proferir palestras (1982 e 1986). Foi casado por mais de 53 anos com Valeria Cova, falecida em 2003. Foi pai de três filhos homens. Moderado e adepto da máxima: "no meio está a virtude", pessimista por temperamento, agnóstico e inclinado a achar as razões da dúvida mais convincentes do que a da certeza. Identificava-se com os clássicos estóicos quando dizia que as virtudes do leigo são o rigor crítico, a dúvida metódica, a moderação, a tolerância. Em 09 de janeiro de 2004 morre aos 95 anos.