Morre aos 81 anos Ronald Dworkin, o filósofo que colocou a moral no centro das discussões jurídicas e filosóficas. Foi um dos principais nomes da filosofia do direito de toda sua geração, sempre trazendo novas perspectivas de abordagem de assuntos aparentemente definidos.
Sua atuação, no entanto, não se limitou a questões de teoria geral do direito. Dworkin participou intensamente de inúmeros debates envolvendo questões morais e políticas, como de casamentos de pessoas do mesmo sexo, indicação de juiz para a Suprema Corte, aborto, eutanásia, entre outros.
Seus livros são, hoje, clássicos da literatuta jurídica e filosófica. Taking Rights Seriously, A Matter of Principle, Law's Empire, Life's Dominion, Sovereign Virtue, Justice in Robes e Justice for Hedgehogs são livros de leitura obrigatória para aqueles que queiram participar dos mais instigantes debates políticos, morais e filosóficos de nosso tempo.
Para saber um pouco mais do filósofo baixe o seguinte arquivo: http://www.law.nyu.edu/mwg-internal/de5fs23hu73ds/progress?id=yUHOn0HrJg
R.I.P.
O melhor blog do melhor grupo de estudos de filosofia da Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto (FDRP).
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Aristóteles por Savater
Agora o episódio 2 de La Aventura del Pensamiento. Dessa vez é sobre o grande filósofo estagirita Aristóteles.
Aproveitem.
Aproveitem.
Platão por Savater
A partir desta postagem, passo a colocar no blog episódios de um programa sobre filosofia chamado La Aventura del Pensamiento, apresentado pelo escritor e filósofo espanhol Fernando Savater, que admiro muito. A obra de Savater é vasta e boa parte dela foi publicada no Brasil. Para maiores detalhes: http://www.savater.org/
Abaixo, o episódio 1, sobre Platão:
Posteriormente postarei os demais.
Abaixo, o episódio 1, sobre Platão:
Posteriormente postarei os demais.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer: Poeta das Curvas
Após a morte do grande arquiteto Oscar Niemeyer, um jornalista da Revista Veja (qual outra?) escreveu chamando Niemeyer de "metade gênio e metade idiota". Uma afirmação de mau gosto tão grande, justamente após o falecimento do arquiteto, reconhecido no mundo inteiro por seu talento e genialidade, só poderia sair de alguém que não é idiota pela metade, mas por inteiro.
Enquanto parte da midia nacional perde tempo em atacar a pessoa de Niemeyer, ele é internacionalmente reconhecido e reverenciado:
“O universo curvo de um revolucionário”, publicou o diário Gramna, de Cuba. O jornal espanhol El País, estampou a seguinte notícia: “Morre Niemeyer, o poeta das curvas”. O britânico The Guardian expôs a trajetória do arquiteto brasileiro em reportagem especial, destacando que sua exploração das formas livres foi maior até que a de seu mestre, o suíço Le Corbusier.
O francês “Le Monde” descreve Oscar Niemeyer como um dos pais da arquitetura moderna, que construiu, entre tantas grandes obras, a sede do Partido Comunista francês, na place du Colonel Fabien, em Paris.
O obituário do “New York Times” afirma que Niemeyer capturou a atenção de gerações de arquitetos. ‘Suas formas curváceas, líricas, hedonistas ajudaram a dar forma a uma arquitetura nacional distinta e a uma moderna identidade para o Brasil, que quebrou com seu passado colonial e barroco’, diz o texto.
O jornal argentino “Clarín” afirma que Niemeyer foi ‘um homem que sempre se deixou levar por suas ideias e suas convicções, um criador que havia tempo já tinha assegurado seu lugar no mítico panteão dos maiores arquitetos da história da humanidade.
Outros veículos de comunicação de notoriedade global como a Rede CNN, a BBC e a Al Jazeera renderam homenagens ao homem que desenhou Brasília.
Por fim, para rebater a crítica mesquinha do jornalista da Veja, nada melhor que algumas imagens da obra de Niemeyer, que falam por si:
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Neoconstitucionalismo versus Democracia: Um olhar positivista

Neoconstitucionalismo versus Democracia: um olhar positivista é uma crítica a uma forma de pensar e trabalhar o Direito. Seu objetivo é abordar algumas questões que vem sendo discutidas nos âmbitos da prática e da teoria do direito contemporâneo, defendendo a tese de que o discurso neoconstitucionalista, predominante nos tribunais e na academia, parte de pressupostos frágeis e equivocados. Mais princípios que regras, mais ponderação que subsunção, onipresença da Constituição e onipotência judicial, bases nas quais se sustenta o neoconstitucionalismo, são criteriosamente examinados a partir de um juízo crítico. As teorias de Ronald Dworkin e de Robert Alexy, inspiradores do movimento neoconstitucional, também são investigados a partir de uma perspectiva divergente. O ponto de vista defendido pelo livro é diametralmente oposto ao do conhecido neoconstitucionalismo. Enquanto este se funda no chamado pós-positivismo, a tese apresentada deriva suas ideias do positivismo jurídico. Hans Kelsen, H. L. A. Hart, Joseph Raz, Jules Coleman, Frederick Schauer, Matthew Krammer, Susanna Pozzolo e Garcia Amado são algumas das referências. O leitor terá em mãos trabalho que demonstra que o neoconstitucionalismo, em última instância, afronta um dos maiores valores da Constituição: a Democracia.
Sergio Nojiri - É Professor de Introdução ao Estudo do Direito e Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da USP de Ribeirão Preto. É Mestre e Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. Autor dos livros: O Dever de Fundamentar as Decisões Judiciais e A Interpretação Judicial do Direito. É Juiz Federal, titular da 9ª Vara da Justiça Federal de Ribeirão Preto.
Sumário da obra:
INTRODUÇÃO
O CONSTITUCIONALISMO
1 Separação dos Poderes
2 Judicial Review
3 O Controle da Constitucionalidade das Leis Pelos Tribunais Constitucionais
4 Os Direitos Humanos
5 Constitucionalismo e Democracia
O NEOCONSTITUCIONALISMO
1 A Superação do Paradigma Positivista
2 A Distinção Entre Princípios e Regras
3 O Método da Ponderação
4 A Relação Entre o Direito e a Moral
5 A Constitucionalização do Direito
6 A Era do Judiciário
REFUTAÇÃO DAS TESES NEOCONSTITUCIONAIS
1 O Positivismo Jurídico e os Paradigmas da Ciência
2 Sobre a Suposta Superação do Paradigma Positivista
3 O Positivismo Jurídico (Segundo os Próprios Positivistas)
a) O positivismo jurídico de Hans Kelsen
b) O positivismo jurídico de H. L. A. Hart
c) Outros positivismos jurídicos
4 Uma Visão Crítica das Teorias Antipositivistas de Ronald Dworkin e de Robert Alexy
a) O direito como integridade de Ronald Dworkin
b) Robert Alexy e a pretensão à correção
5 Positivismo Jurídico e Nazismo
6 A Tese da Separação
7 O Que Há de Errado na Distinção Entre Princípios e Regras
8 Ponderação Versus Subsunção: Um Falso Problema
9 Sobre a (Neo)Constitucionalização do Direito: A Questão da Democracia
CONCLUSÕES
REFERÊNCIAS
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Juan Antonio García Amado (1)
Video do ilustre professor Juan Antonio García Amado sobre os possíveis rumos do direito.
Vale a pena ver e ouvir o ponto de vista de um dos mais competentes teóricos do direito, adepto do positivismo jurídico.
Em quatro partes.
Super recomendado.
domingo, 21 de outubro de 2012
Direito, Filosofia e Arte: Gustav Klimt
Já que o post anterior tratou das possíveis relações entre o direito, a filosofia e a arte, permito-me trazer algumas reproduções da obra do grande gênio da pintura, nascido em Viena, Gustav Klimt (1862 - 1918).
Klimt produziu três monumentais afrescos para a Universidade de Viena, que, à época, foram recebidos severamente por parte da crítica, que considerou seu trabalho ousado demais, quase "pornográfico".
Os murais receberam os seguintes nomes: Filosofia, Medicina e Jurisprudência (entenda-se essa útima palavra, aqui, como Ciência do Direito).
Infelizmente, essas obras-primas foram destruídas pelas forças nazistas em 1945.
Restaram apenas reproduções...
Filosofia é o nome dessa espetacular imagem abaixo.
Acima Medicina. A linda parte dessa obra, destacada e em cores, chama-se Higiene. Por ela dá para se ter uma pequena ideia da força estética da obra de Klimt.
Abaixo, a não menos impressionante Jurisprudência.
Klimt produziu três monumentais afrescos para a Universidade de Viena, que, à época, foram recebidos severamente por parte da crítica, que considerou seu trabalho ousado demais, quase "pornográfico".
Os murais receberam os seguintes nomes: Filosofia, Medicina e Jurisprudência (entenda-se essa útima palavra, aqui, como Ciência do Direito).
Infelizmente, essas obras-primas foram destruídas pelas forças nazistas em 1945.
Restaram apenas reproduções...
Filosofia é o nome dessa espetacular imagem abaixo.
Acima Medicina. A linda parte dessa obra, destacada e em cores, chama-se Higiene. Por ela dá para se ter uma pequena ideia da força estética da obra de Klimt.
Abaixo, a não menos impressionante Jurisprudência.
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